...

" Não estou vivendo perigosamente.
Troquei o perigosamente, pelo intensamente, inconsequentemente, apaixonadamente.
Não há perigo...
Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções..."

Martha Medeiros



sábado, 29 de outubro de 2011

Então vai menina, desaba, se deixa cair, deixa essa dor que habita em ti, exalar por aí, tens vontade de chorar, não é mesmo? Mas há muito vem se fazendo de forte, então, ao menos dessa vez, se deixe fraquejar, se queres chorar, chora! Grita, esperneia, põe pra fora toda essa amargura, põe pra fora o que vem te matando por dentro, tira essa barreira que te acerca, tira essa armadura, te faz de fraca menina! Queres alguém que venha deixe se dar ao zelo de te cuidar, não é mesmo? Mas então desata esses nós, deixa que essa tristeza venha pra fora e apareça alguém pra cuidar-te, se queres carinho, deixa-te por receber, se queres afago, deixa-te por aparecer. Essas tua fortaleza um dia há de desabar, então que isso não venha acontecer por que alguém o fez, mas que você mesma venha saber a força que tem de se deixar cair e mesmo assim levantar. Então mais uma vez eu digo: “Chora, e chora forte, chora com dor, chora até não haver mais nada aí dentro além de ti mesma, chora até tuas forças esgotarem e cair-te ao sono”, pode até ser que amanhã não venhas a sorrir, mas com certeza terás tirado um peso enorme, terás arrancado uma dor enorme desse peito e, com certeza, te sentirás leve, deixas tua alma lavada, não sabe o quão bom é sentir-se nova, o quão bom é sentir-se limpa e restaurada, só não deixe essa dor presa aí dentro, pode vir a apodrecer e causar tua morte interior, e não é isso que queres pra ti, não é mesmo, pequena? — Warllyssong Sena, WS

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