...

" Não estou vivendo perigosamente.
Troquei o perigosamente, pelo intensamente, inconsequentemente, apaixonadamente.
Não há perigo...
Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções..."

Martha Medeiros



terça-feira, 5 de julho de 2011



Em segredo, às escondidas, tantas ou mais lágrimas foram derramadas durante aqueles dias. Pelo caminho, as mãos já não reclamavam a linha do destino. Tem horas que. Mas eu penso que. Estou farta de mendigar o reflexo da alegria nas vidraças. De ver a tarde cair como uma adaga abrindo velhas chagas. Dessas paisagens longínquas resta apenas o invólucro. A plasticidade do lacre a exigir da embalagem a integridade do conteúdo que perdeu-se. Nem sempre recicláveis. Muito mais notável é a façanha do destino quando colide-nos, tentando revirar a íris - como se o espelho dos olhos pudesse, no instante do confronto, refletir o que carregamos por dentro. É sempre tarde quando sensibilidade nos descobre. Quando a razão se sobrepõe à emoção, é sinal de que as feridas já calaram fundo.




Pipa.

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